Quanto dura?
Depende do modelo. O prazo oficial é o da bula do DIU que foi colocado em você. Mas os estudos mostram que alguns modelos continuam protegendo depois dessa data.
| Modelo | O que os estudos mostram |
|---|---|
| Cobre | Acompanhado por mais de 10 anos, sem gravidez nos anos mais longos das pesquisas |
| Hormonal de 52 mg | Bula brasileira: 5 anos. Estudado até 8 anos, sem gravidez no último ano |
| Hormonal de 19,5 mg | Estudado por 5 anos |
Se você não sabe qual é o seu, procure o cartão ou o relatório da colocação. Lá costumam estar o modelo e a data.
Por que a bula e os estudos não batem?
A bula mostra o tempo que foi comprovado quando o DIU foi aprovado. Depois disso, os pesquisadores continuam acompanhando as mulheres. Quando os resultados seguem bons, a gente passa a ter base para usar por mais tempo. Usar além da bula é uma decisão que tomamos juntos.
O de cobre
É o que tem o acompanhamento mais longo. Nos estudos, mulheres que já tinham tido filho e colocaram com 25 anos ou mais usaram por até 12 anos com boa proteção. E quem colocou o de cobre com 35 anos ou mais pode ficar com ele até a menopausa.
O hormonal de 52 mg
A bula brasileira traz cinco anos. Um estudo acompanhou até oito anos, sem nenhuma gravidez no oitavo. Outros estudos de uso longo registraram poucas gestações no sexto e no sétimo ano. Ou seja, a proteção continua muito boa, mas não é zero.
O hormonal de 19,5 mg
O de 19,5 mg foi estudado por cinco anos. Para ele, eu não estendo o prazo. A diferença entre as doses está em DIU hormonal: qual a diferença entre as doses.
O prazo do meu passou. E agora?
Não é urgência, mas marque a consulta. Até lá, use camisinha se não quer engravidar. Na consulta eu vejo:
- qual é o modelo e quando foi colocado;
- se o DIU está no lugar, pelo ultrassom;
- o que você quer agora: trocar, continuar, mudar de método ou engravidar.
Procure atendimento antes se tiver teste de gravidez positivo, dor forte de um lado da barriga, febre, corrimento com cheiro forte ou sangramento muito forte.
Como é a troca
Eu costumo tirar o antigo e colocar o novo no mesmo procedimento. Eu faço no consultório e também no hospital, com sedação. Pelo plano de saúde, a troca é feita somente no hospital, com sedação.
O que levar
- O cartão ou o relatório do DIU.
- O último ultrassom, se tiver.
- Os seus planos para os próximos anos.
Perguntas frequentes
DIU vencido faz mal? O que muda é a garantia de proteção contra gravidez. Por isso vale avaliar logo.
O de cobre dura 10 anos mesmo? O prazo oficial é o da bula do seu DIU. Os estudos com o modelo mais usado vão até 12 anos em quem já teve filho.
Posso ficar oito anos com o hormonal de 52 mg? Há estudo mostrando proteção até o oitavo ano. Decidimos juntos, sabendo que a bula traz cinco.
Depois de tirar, demoro para engravidar? Num estudo, cerca de 7 em cada 10 mulheres que tiraram o DIU para engravidar conseguiram em até um ano.
Se o prazo do seu DIU passou ou está chegando, me chame no WhatsApp (11) 93371-4477.
Quando trocar o seu DIU ou implante?
Informe quando foi a colocação e o tipo. A conta é feita aqui no seu aparelho: nada é enviado nem guardado.
A data é uma referência a partir do que os estudos mostram. O prazo que vale é o do seu dispositivo, e eu confirmo com você na consulta.
Para quem quer o detalhe técnico, com as referências numeradas no fim.
A resposta direta
Depende do modelo. O prazo oficial é o da bula do dispositivo que foi colocado em você, e é esse que eu registro e combino na consulta. Os estudos mostram, porém, que alguns modelos continuam protegendo além desse prazo, e isso ajuda quem perdeu a data da troca.
| Modelo | O que os estudos acompanharam | O que isso ajuda a decidir |
|---|---|---|
| Cobre (T 380A) | Sem gestações nos anos 8 a 12 e 11 a 16 em séries de uso prolongado (Guilbert et al., 2025); recomendação de uso até 12 anos em mulheres com parto prévio e 25 anos ou mais na colocação (Wu e Pickle, 2014) | É o modelo com mais tempo de acompanhamento |
| Hormonal de 52 mg | Bula brasileira: cinco anos, segundo a ficha transcrita pela Conitec em 2025. Estudo de até 8 anos, sem gravidez no 8º ano (Creinin et al., 2022) | Uso além de cinco anos é uma decisão conversada, com dados até oito |
| Hormonal de 19,5 mg | Estudado por 5 anos (Gemzell-Danielsson et al., 2017) | O prazo de estudo e de uso coincidem |
Se você não sabe qual DIU tem, comece pelo papel: o cartão entregue na colocação, o relatório do procedimento ou a nota do dispositivo costumam trazer o modelo e a data.
Por que a bula e os estudos dão prazos diferentes
A bula registra o tempo que foi comprovado no estudo que levou o dispositivo à aprovação. Os estudos de extensão continuam acompanhando as usuárias depois disso. Quando os resultados seguem bons, a evidência para usar por mais tempo cresce, mas a bula só muda se o fabricante pedir e a agência aprovar.
Na prática, usar além da bula é uma decisão compartilhada. Eu explico o que se sabe sobre o seu modelo, e você decide se prefere trocar na data ou estender com base nos estudos.
O DIU de cobre
O DIU de cobre é o que tem o acompanhamento mais longo. A revisão de Wu e Pickle (2014) considerou boa a evidência para usar o modelo T 380A por 12 anos em mulheres que já tiveram filho e tinham pelo menos 25 anos na colocação. A revisão sistemática de Guilbert e colaboradores (2025) não encontrou gestações com o T 380A nos anos 8 a 11 (682 participantes), 8 a 12 (356 participantes) e 11 a 16 (228 participantes).
O cobre protege muito bem, mas não da mesma forma que o hormonal. No ensaio randomizado coordenado pela Organização Mundial da Saúde (Rowe et al., 2016), que acompanhou mulheres com parto prévio por sete anos, a gravidez acumulada foi de 2,5 por 100 com o T 380A e de 0,5 por 100 com o hormonal de 52 mg.
Há um detalhe para quem colocou mais tarde: segundo Wu e Pickle, a mulher que colocou o T 380A com 35 anos ou mais pode mantê-lo até a menopausa, com risco de gravidez desprezível.
O hormonal de 52 mg
A ficha técnica que a Conitec transcreveu da bula em maio de 2025 traz eficácia por cinco anos. A liberação de hormônio cai com o tempo: cerca de 20 microgramas por dia no início e cerca de 10 microgramas por dia depois de cinco anos.
O estudo de Creinin e colaboradores (2022) acompanhou o dispositivo por até oito anos. Houve duas gestações no 7º ano e nenhuma no 8º, e a taxa acumulada de gravidez até o 8º ano foi de 1,32 por 100 mulheres. Um detalhe importa: nos anos 7 e 8, a eficácia foi analisada em usuárias de até 39 anos.
A revisão de Guilbert e colaboradores (2025) vai na mesma direção, mas mostra que o risco não é zero: nove estudos com acompanhamento de 6 a 15 anos não tiveram gestações, e outros registraram duas gestações no 6º ano e quatro no 7º.
Quando o DIU hormonal de 52 mg está no útero para tratar menstruação muito intensa ou endometriose, e não só para evitar gravidez, a minha conversa sobre a troca leva em conta também a volta dos sintomas.
O hormonal de 19,5 mg
O de 19,5 mg foi estudado por cinco anos, com falha acumulada de 1,4% no período (Gemzell-Danielsson et al., 2017). Para ele, eu não estendo o prazo. A diferença entre as doses está em DIU hormonal: qual a diferença entre as doses.
Quantas mulheres chegam ao fim do prazo?
Menos do que se imagina, e isso também pesa na escolha do modelo. No ensaio de Rowe e colaboradores (2016), ao fim de sete anos, a taxa acumulada de interrupção foi de 70,6 por 100 com o hormonal de 52 mg e de 40,8 por 100 com o de cobre. Com o hormonal, os motivos mais frequentes foram a ausência de menstruação e a redução do sangramento. Com o cobre, o aumento do sangramento.
No estudo de cinco anos com o hormonal de 19,5 mg, 59,9% das mulheres completaram três anos de uso e 37,9% completaram cinco. Entre as que entraram na fase de extensão, 77,8% chegaram aos cinco anos (Gemzell-Danielsson et al., 2017).
A duração máxima de um DIU é um teto, não uma obrigação. Você pode retirar antes, por qualquer motivo, inclusive para engravidar ou porque o padrão de menstruação não agradou.
Meu DIU passou do prazo. E agora?
Não é uma urgência, mas é motivo para marcar a consulta. Até a avaliação, eu oriento usar camisinha se a gravidez não é desejada. Na consulta, eu confiro:
- Qual é o modelo e quando foi colocado. É isso que diz se há estudo que sustente o uso por mais tempo.
- Se o DIU está no lugar. A expulsão continua possível no uso prolongado, tanto no de cobre quanto no hormonal de 52 mg (Guilbert et al., 2025). O ultrassom mostra a posição.
- O que você quer agora. Trocar, estender com base nos estudos, mudar de método ou retirar para engravidar.
Procure atendimento sem esperar a consulta se tiver atraso menstrual com teste positivo, dor forte de um lado da barriga, febre, corrimento com cheiro forte ou sangramento muito volumoso.
Como é a troca
Eu costumo fazer a retirada e a colocação do novo DIU no mesmo procedimento. Eu faço no consultório e também no hospital, com sedação. Pelo plano de saúde, a troca é feita somente no hospital, com sedação. Se a sua dúvida é sobre a dor, escrevi sobre ela em dói colocar DIU?.
O que levar na consulta
- O cartão do DIU, o relatório da colocação ou qualquer papel com o modelo e a data.
- O último ultrassom, se tiver.
- Os seus planos: engravidar, continuar com o mesmo método ou trocar de método.
Perguntas frequentes
O DIU vencido faz mal? O que muda depois do prazo é a garantia de proteção contra gravidez, que passa a depender dos estudos do seu modelo. A expulsão continua possível, e por isso eu confiro a posição no ultrassom.
O DIU de cobre dura dez anos mesmo? O prazo oficial é o da bula do seu dispositivo. Os estudos com o modelo T 380A vão além, até 12 anos em mulheres com parto prévio e 25 anos ou mais na colocação.
Posso ficar com o DIU hormonal de 52 mg por oito anos? Há estudo mostrando proteção até o 8º ano. É uma decisão que tomamos juntos, sabendo que a bula brasileira traz cinco anos.
Coloquei o DIU de cobre depois dos 35. Preciso trocar? Segundo a revisão de Wu e Pickle (2014), ele pode ficar até a menopausa. Eu confirmo o modelo antes.
Depois de tirar, quando a fertilidade volta? No estudo de cinco anos com o hormonal de 19,5 mg, 71,2% das mulheres que retiraram para engravidar conceberam em até 12 meses (Gemzell-Danielsson et al., 2017).
Se a data do seu DIU passou ou está chegando, me chame no WhatsApp (11) 93371-4477 e a gente combina o próximo passo.
Referências
- Brasil. Ministério da Saúde. Conitec. Relatório de Recomendação nº 1002: Dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel para pacientes com endometriose com contraindicação ou não adesão aos contraceptivos orais combinados (COCs). Brasília: Ministério da Saúde; maio de 2025. gov.br/conitec
- Creinin MD, Schreiber CA, Turok DK, Cwiak C, Chen BA, Olariu AI. Levonorgestrel 52 mg intrauterine system efficacy and safety through 8 years of use. Am J Obstet Gynecol. 2022;227(6):871.e1-871.e7. DOI 10.1016/j.ajog.2022.05.022. PMID 35569516
- Gemzell-Danielsson K, Apter D, Dermout S, Faustmann T, Rosen K, Schmelter T, Merz M, Nelson A. Evaluation of a new, low-dose levonorgestrel intrauterine contraceptive system over 5 years of use. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol. 2017;210:22-28. DOI 10.1016/j.ejogrb.2016.11.022. PMID 27930941
- Rowe P, Farley T, Peregoudov A, Piaggio G, Boccard S, Landoulsi S, Meirik O. Safety and efficacy in parous women of a 52-mg levonorgestrel-medicated intrauterine device: a 7-year randomized comparative study with the TCu380A. Contraception. 2016;93(6):498-506. DOI 10.1016/j.contraception.2016.02.024. PMID 26916172
- Wu JP, Pickle S. Extended use of the intrauterine device: a literature review and recommendations for clinical practice. Contraception. 2014;89(6):495-503. DOI 10.1016/j.contraception.2014.02.011. PMID 24679478
- Guilbert E, Arguin H, Bélanger M. Extended duration of use of long-acting reversible contraceptives: Systematic review. Can Fam Physician. 2025;71(2):e35-e52. DOI 10.46747/cfp.7102e35. PMID 39965971

CRM-SP 206.100 · MÉDICO · Ginecologista e Obstetra · RQE 114.593 · Responsável técnico
Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo e especialização em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Pérola Byington.
Revisado por Dr. José Ricardo W. Ristow em 3 de novembro de 2026. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica.
Mais sobre diu
Ficou com alguma dúvida sobre o seu caso?
Me chame no WhatsApp para conversar ou agendar uma avaliação.