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Ristow Ginecologia e Obstetrícia · Dr. José Ricardo Ristow
Mioma

Tenho mioma e não quero tirar o útero: quais são as minhas opções?

Dá para tratar mioma mantendo o útero. Veja, em linguagem simples, o que cada opção faz, para quem serve e como é a volta à rotina depois de cada uma.

Dr. José Ricardo W. Ristow

Escrito e revisado por Dr. José Ricardo W. Ristow

CRM-SP 206.100 · MÉDICO · Ginecologista e Obstetra · RQE 114.593

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Revisado em · 15 min de leitura

Dá para tratar o mioma e continuar com o útero?

Na maioria das vezes, dá. Existem opções para mioma sem histerectomia, e retirar o útero é só uma das possibilidades, não o caminho obrigatório.

Muitas mulheres chegam ao meu consultório com essa resposta já dada por outra pessoa: “mioma, uma hora, tira o útero”. Esse medo pesa, e eu entendo. Mas ele precisa ser respondido por quem olhou o seu exame, e não por uma frase pronta.

Quais são os caminhos?

São quatro grupos de tratamento que mantêm o útero. Um retira só o nódulo. Outro fecha os vasos que levam sangue até ele. Um terceiro destrói o nódulo por calor, sem tirá-lo. E o quarto controla o sangramento com remédio ou com DIU hormonal, sem mexer no mioma.

Para escolher, eu preciso saber onde o mioma está, qual sintoma mais atrapalha a sua rotina e se você quer engravidar.

Opção O que faz Para quem quer engravidar
Retirar só o nódulo Tira o mioma e reconstrói a parede do útero É a escolha preferida
Fechar os vasos do mioma Um cateter bloqueia o sangue que alimenta o nódulo Não é a preferida, faltam dados
Destruir por calor Uma agulha aquece o nódulo por dentro Faltam dados
DIU hormonal Diminui o sangramento, o nódulo continua Não, enquanto estiver no útero
Remédio Diminui o sangramento enquanto você usa Não, durante o uso
Tirar o útero Acaba com o sangramento causado pelo mioma Não, e não tem volta

Retirar o nódulo ou fechar os vasos?

Essa é a dúvida mais comum. Dois anos depois do tratamento, quem retirou o nódulo relatou qualidade de vida um pouco melhor. Quatro anos depois, essa diferença sumiu, e o que separou os dois grupos foi outra coisa: cerca de 1 em cada 4 mulheres que fecharam os vasos precisou de um novo procedimento, contra pouco mais de 1 em cada 10 das que retiraram o nódulo.

E o remédio, resolve?

Com a medicação mais recente para mioma, cerca de 7 em cada 10 mulheres melhoram do sangramento enquanto usam. Ao parar, o sintoma tende a voltar, porque o nódulo continua no lugar. Eu costumo usar o remédio como ponte, até a cirurgia ou até a menopausa.

O DIU hormonal também ajuda a diminuir o sangramento quando o mioma não deforma a parte de dentro do útero. A informação que existe sobre ele nesse caso ainda é fraca, então eu o vejo como uma opção razoável, não uma certeza.

Como é feita a cirurgia que preserva o útero?

Quando o mioma cresce para dentro do útero, ele sai por histeroscopia: uma câmera fina entra pelo colo do útero e retira o nódulo por dentro, sem corte na barriga.

Quando ele está na parede ou cresce para fora, a cirurgia é por vídeo, com furinhos de poucos milímetros. Depois de tirar o nódulo, eu costuro a parede do útero em camadas. É essa costura que vai segurar uma gravidez no futuro. A cirurgia com corte maior fica para úteros muito grandes.

Quanto tempo até voltar à rotina?

A histeroscopia permite voltar rápido. A cirurgia por vídeo pede algumas semanas sem esforço físico, e a cirurgia aberta pede mais. Na destruição por calor, a maioria dos estudos mostra volta ao trabalho em até duas semanas. No fechamento dos vasos, as primeiras horas vêm com cólica forte, e o remédio para dor já fica combinado antes.

Os riscos que eu explico antes: sangramento que pode exigir transfusão, infecção, aderências, lesão de órgão vizinho e, no fechamento dos vasos, saída de pedaço de mioma pela vagina nas semanas seguintes.

Perguntas frequentes

Quem tem mioma sempre perde o útero? Não. Tirar o útero costuma ficar para quem não quer engravidar e para quando as outras opções não resolvem.

Quero engravidar. O que muda? Retirar só o nódulo é a escolha preferida. As outras técnicas ainda não têm dados suficientes sobre gravidez.

O mioma volta depois de fechar os vasos? Pode ser preciso um novo procedimento. Em quatro anos, isso aconteceu com cerca de 1 em cada 4 mulheres.

Posso usar DIU hormonal com mioma? Pode, quando a parte de dentro do útero não está deformada. Ele diminui o sangramento, mas não trata o nódulo.

Dá para tratar só com remédio? O remédio diminui o sangramento enquanto você usa. Ao parar, o sintoma tende a voltar.

Se quiser saber quais dessas opções servem para você, me chame no WhatsApp (11) 93371-4477.

Quer o detalhe? O mesmo assunto com os estudos, os números e as fontes.
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Para quem quer o detalhe técnico, com as referências numeradas no fim.

Existe tratamento para mioma que mantenha o útero?

Existe, e na maior parte das situações é por um desses caminhos que eu começo a conversa. No consultório, a frase “não quero tirar o útero” costuma vir antes mesmo de eu abrir o ultrassom, muitas vezes acompanhada de uma sentença que alguém já deu: “com mioma, uma hora vai ter que tirar”. Essa sentença não corresponde ao que as diretrizes atuais orientam.

Quando eu avalio uma mulher com mioma que quer manter o útero, penso em quatro grupos de tratamento. Retirar só o nódulo (miomectomia). Interromper o sangue que chega até ele (embolização das artérias uterinas). Destruí-lo por calor sem retirá-lo (ablação por radiofrequência). Ou controlar o sangramento com medicação, sem mexer no nódulo (antagonista oral do GnRH, sistema intrauterino de levonorgestrel e outros recursos). A histerectomia continua existindo como opção, mas entra na lista ao lado das outras, e não no topo dela.

Cada caminho resolve um problema diferente. Por isso, antes de escolher, eu preciso saber três coisas: onde o mioma está, qual sintoma mais atrapalha a sua vida e se você pretende engravidar. A lógica de quando operar e quando apenas acompanhar está em quando operar o mioma.

Por que tanta gente ainda ouve que precisa tirar o útero?

Por muito tempo, a histerectomia foi a saída mais direta. Para quem já não deseja gestação, ela tem resultado previsível sobre o sangramento causado pelo mioma, e isso explica a força do hábito. O que se transformou foi tudo em volta dela.

As vias minimamente invasivas se consolidaram, surgiram tratamentos que agem sem retirar o órgão, e a diretriz canadense SOGC nº 461, publicada em 2025 por Chen e colaboradores, passou a orientar a decisão pelo sintoma e pelo objetivo reprodutivo de cada mulher, e não pelo simples diagnóstico de mioma.

Há também um limite que eu faço questão de deixar claro. A revisão publicada no Lancet em 2025 por de Smit e colaboradores mostra que ainda faltam comparações diretas entre as técnicas e o tratamento padrão, e que as opções mais novas quase não têm dados de longo prazo. Por isso eu não apresento nenhuma delas como equivalente às outras: seria afirmar mais do que os estudos permitem.

O que cada opção faz, e o que os estudos mostram

Antes da tabela, uma orientação de leitura. As colunas “Dado principal” e “Ponto fraco” pesam tanto quanto a coluna “Mecanismo”. Uma técnica com resultado promissor e seguimento curto não está no mesmo patamar de uma técnica estudada por anos.

Opção Mecanismo Mantém o útero Para quem quer engravidar Dado principal Ponto fraco
Miomectomia Retira o nódulo por histeroscopia, videolaparoscopia ou laparotomia Sim É a via de escolha Ensaio FEMME, 2 anos: qualidade de vida 84,6 contra 80,0 da embolização (Manyonda et al., 2020) Novos nódulos podem surgir; a cicatriz uterina exige planejamento do parto
Embolização das artérias uterinas Cateter bloqueia a irrigação dos miomas, sem incisão Sim Não é a indicação preferencial Aos 4 anos, reintervenção acumulada de 24% contra 13% da miomectomia (Daniels et al., 2022) Dados de fertilidade insuficientes; dor intensa nas primeiras horas
Ablação por radiofrequência Calor destrói o nódulo por dentro, guiado por ultrassom Sim Dados insuficientes Redução de volume de 46,0% em 3 meses e 65,4% em 12 meses (Chen et al., AAGL, 2025) Poucos estudos comparativos; seguimento curto
Sistema intrauterino de levonorgestrel Diminui o sangramento; não age sobre o nódulo Sim Não, enquanto estiver no útero 4 ensaios, 221 mulheres, evidência de qualidade muito baixa (Sangkomkamhang et al., Cochrane, 2020) Exige cavidade uterina preservada
Antagonista oral do GnRH com terapia associada Reduz o sangramento durante o uso Sim Não, durante o uso Resposta de 73% e 71% contra 19% e 15% do placebo nos ensaios LIBERTY (Al-Hendy et al., 2021) O sintoma tende a voltar ao suspender
Histerectomia Retira o útero Não Não Encerra o sangramento causado pelo mioma Decisão irreversível; reservada a quem não deseja gestação

Miomectomia ou embolização: o que o FEMME mudou

O ensaio FEMME, randomizado e publicado no New England Journal of Medicine em 2020, comparou as duas técnicas de frente. Aos 2 anos, a miomectomia ficou à frente em qualidade de vida, com diferença ajustada de 8,0 pontos, e as complicações foram semelhantes nos dois grupos. Isso desmontou a ideia de que as duas seriam intercambiáveis.

O seguimento de 4 anos, publicado por Daniels e colaboradores em 2022, acrescentou a outra metade da história. A diferença em qualidade de vida deixou de ser estatisticamente significativa, e o que passou a separar os grupos foi a necessidade de um novo procedimento: 24% depois da embolização e 13% depois da miomectomia. Quando eu explico essas duas opções, mostro os dois momentos do estudo, porque olhar só um deles leva a uma escolha torta.

Radiofrequência: promissora, ainda jovem

A revisão sistemática do comitê de prática da AAGL, de 2025, encontrou redução de 46,0% do volume do mioma em 3 meses e de 65,4% em 12 meses, com retorno ao trabalho e às atividades em até duas semanas na maioria dos estudos. São números animadores. O que pesa contra é o pequeno número de estudos comparativos e o tempo curto de acompanhamento. Para quem pensa em engravidar, os dados ainda não bastam para indicar a técnica com segurança.

Tratamento com medicação

Um ponto que ainda aparece errado em muitos textos brasileiros: o acetato de ulipristal deixou de ser primeira linha depois de restrições por toxicidade no fígado. Segundo a orientação de boas práticas da FIGO de 2025, de Diaz, Lumsden e Zeppernick, os antagonistas orais do GnRH são hoje os únicos medicamentos aprovados especificamente para mioma nos Estados Unidos e na Europa. Contraceptivo combinado, progestagênio oral, sistema intrauterino e ácido tranexâmico também reduzem o sangramento, mas sem aprovação específica para mioma.

Nos ensaios LIBERTY, o antagonista oral combinado teve resposta de 73% e 71%, contra 19% e 15% do placebo. O limite está no próprio mecanismo: a medicação controla o sintoma enquanto é usada, e o nódulo continua lá. Suspensa, a tendência é o sangramento voltar. Na prática, eu uso esse recurso como ponte, por exemplo até a cirurgia ou até a menopausa.

Sobre o sistema intrauterino de levonorgestrel, a revisão Cochrane de 2020 reuniu 4 ensaios com 221 mulheres e classificou a evidência para mioma como de qualidade muito baixa. Ele é uma alternativa razoável quando a cavidade do útero não está deformada, e eu deixo claro que se trata de uma opção sensata, não de uma certeza.

O que mudou no SUS em 2025 e 2026?

Dois desses recursos entraram na política pública brasileira há pouco tempo. Em 8 de dezembro de 2025, a Conitec recomendou, por unanimidade, incorporar ao SUS o ácido tranexâmico e o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel para leiomioma com sangramento uterino intenso, no Relatório de Recomendação nº 1.066. O ácido tranexâmico ficou para quem não pode usar hormônio ou não respondeu a ele, e o dispositivo para quem é elegível ao método. A decisão saiu na Portaria SCTIE/MS nº 101, de 8 de janeiro de 2026.

Em editorial na Femina, Soares Júnior e colaboradores interpretam a medida como um deslocamento do eixo do tratamento, antes concentrado em miomectomia e histerectomia, na direção de opções menos invasivas. O Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Leiomioma de Útero, do Ministério da Saúde, ainda é o de 2017, e a versão que incorpora esses dois recursos está em consulta pública desde abril de 2026.

Como cada técnica é feita na prática?

Miomectomia por histeroscopia. Serve para o mioma submucoso, aquele que cresce para dentro da cavidade. A ótica passa pelo colo do útero e o nódulo é ressecado por dentro, sem nenhuma incisão no abdome.

Miomectomia por videolaparoscopia. Pequenas incisões de poucos milímetros dão acesso à cavidade abdominal. Eu retiro o nódulo da parede do útero e reconstruo essa parede com sutura em camadas. É essa reconstrução que vai sustentar uma gravidez futura, e é a etapa técnica que mais influencia o resultado.

Miomectomia por laparotomia. Fica reservada para úteros muito volumosos, em que a via minimamente invasiva não é adequada.

Embolização. É feita pela radiologia intervencionista, com um cateter que chega às artérias uterinas pela virilha ou pelo punho.

Ablação por radiofrequência. É guiada por ultrassom e pode ser feita por via laparoscópica ou pelo colo do útero.

Não existe um percentual único de sucesso para nenhuma delas. O resultado varia com o tipo de mioma, a via escolhida e o tempo de acompanhamento, e é na consulta que eu discuto o que se aplica ao seu quadro.

Quanto tempo leva para voltar à rotina?

A histeroscopia costuma permitir retorno rápido, já que não há corte na parede abdominal. A videolaparoscopia pede restrição de esforço físico por algumas semanas, e a laparotomia, um período maior. Na radiofrequência, a revisão da AAGL de 2025 registra volta ao trabalho e às atividades em até duas semanas na maioria dos estudos. A embolização tem um pós-imediato com cólica intensa nas primeiras horas, e por isso a analgesia é programada desde o início.

Antes de qualquer decisão, eu explico os riscos: infecção, formação de aderências, lesão de um órgão vizinho, sangramento que pode exigir transfusão e, no caso da embolização, dor após o procedimento e saída de fragmento de mioma pela vagina.

Os três procedimentos citados aqui (miomectomia, histerectomia e embolização) fazem parte do rol da ANS. Com indicação médica, os planos de saúde em geral cobrem, mas a autorização segue o que diz cada contrato.

O que eu peço para você trazer

  • Ultrassom transvaginal recente, com o laudo completo
  • Ressonância de pelve, se já tiver feito
  • Hemograma e ferritina
  • Lista dos medicamentos em uso
  • Anotação de três ciclos: dias de sangramento, absorventes por dia, coágulos
  • Seu plano de gestação, e em que prazo

Se a sua dúvida é sobre gestação depois da cirurgia, ela está detalhada em gravidez depois da miomectomia.

Perguntas frequentes

Ter mioma significa que vou perder o útero? Não. A histerectomia é uma das opções e costuma ficar para quem não deseja gestação ou para situações em que as alternativas não controlam o sintoma.

Quero engravidar. Qual opção faz mais sentido? A miomectomia é a via preferencial para quem deseja gestação. Embolização e radiofrequência não têm dados suficientes de fertilidade.

Depois da embolização o mioma pode voltar a dar problema? Pode ser necessário um novo procedimento. No seguimento de 4 anos do FEMME, isso aconteceu em 24% das mulheres embolizadas e em 13% das operadas.

DIU hormonal ajuda no mioma? Ajuda a reduzir o sangramento quando a cavidade do útero está preservada. A evidência nesse cenário é de qualidade muito baixa, então eu o apresento como opção razoável, não como certeza.

Dá para tratar só com remédio? O antagonista oral do GnRH combinado reduz o sangramento enquanto é usado, com resposta de 73% e 71% nos ensaios LIBERTY. Ao parar, o sintoma tende a voltar.

Existe cirurgia de mioma sem corte na barriga? Existe para o mioma submucoso, retirado por histeroscopia através do colo. Nas outras localizações, a via minimamente invasiva usa incisões de poucos milímetros.

Se quiser entender quais dessas opções cabem no seu caso, me chame no WhatsApp (11) 93371-4477 e a gente conversa com calma.

Referências

  1. Manyonda I, Belli AM, Lumsden MA, et al. Uterine-Artery Embolization or Myomectomy for Uterine Fibroids. N Engl J Med. 2020;383(5):440-451. DOI 10.1056/NEJMoa1914735
  2. Daniels J, Middleton LJ, Cheed V, et al. Uterine artery embolization or myomectomy for women with uterine fibroids: Four-year follow-up of a randomised controlled trial. Eur J Obstet Gynecol Reprod Biol X. 2022;13:100139. DOI 10.1016/j.eurox.2021.100139
  3. Diaz I, Lumsden MA, Zeppernick M. Medical treatment of fibroids: FIGO best practice guidance. Int J Gynaecol Obstet. 2025;171(2):507-512. DOI 10.1002/ijgo.70497
  4. Al-Hendy A, Lukes AS, Poindexter AN 3rd, et al. Treatment of Uterine Fibroid Symptoms with Relugolix Combination Therapy. N Engl J Med. 2021;384(7):630-642. DOI 10.1056/NEJMoa2008283
  5. Sangkomkamhang US, Lumbiganon P, Pattanittum P. Progestogens or progestogen-releasing intrauterine systems for uterine fibroids (other than preoperative medical therapy). Cochrane Database Syst Rev. 2020;11:CD008994. DOI 10.1002/14651858.CD008994.pub3
  6. Chen I, Berman JM, Balk EM, et al. Radiofrequency Ablation for the Treatment of Uterine Fibroids: A Systematic Review and Meta-Analysis by the AAGL Practice Committee. J Minim Invasive Gynecol. 2025;32(1):74-91. DOI 10.1016/j.jmig.2024.09.011
  7. de Smit NS, de Lange ME, Boomsma MF, Huirne JAF, Hehenkamp WJK. Current treatment for symptomatic uterine fibroids: available evidence and therapeutic dilemmas. Lancet. 2025;406(10498):91-102. DOI 10.1016/S0140-6736(25)00728-7
  8. Chen I, Kives S, Randle E, Rattray D, Sanders A, Vilos G. Guideline No. 461: The Management of Uterine Fibroids. J Obstet Gynaecol Can. 2025;47(8):102970. DOI 10.1016/j.jogc.2025.102970
  9. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria SCTIE/MS nº 101, de 8 de janeiro de 2026. Torna pública a decisão de incorporar, no âmbito do SUS, o ácido tranexâmico e o dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel para pessoas em idade reprodutiva com leiomioma de útero que apresentam sangramento uterino intenso. Diário Oficial da União, nº 7, 12 jan. 2026, seção 1. gov.br/conitec
  10. Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS. Relatório de Recomendação nº 1.066: ácido tranexâmico e dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) para pacientes com leiomioma de útero com sangramento uterino intenso. Brasília: Ministério da Saúde; dezembro de 2025. gov.br/conitec
  11. Soares Júnior JM, Sartori MGF, Damásio LCVC, Wender MCO. Conitec aprova incorporação do ácido tranexâmico e do dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel ao SUS para tratamento de leiomiomas uterinos. Femina. 2025;53(10):1165-1167. DOI 10.61622/0100-72545310202503
Dr. José Ricardo W. Ristow, ginecologista

Dr. José Ricardo W. Ristow

CRM-SP 206.100 · MÉDICO · Ginecologista e Obstetra · RQE 114.593 · Responsável técnico

Medicina pela Universidade Cidade de São Paulo e especialização em Ginecologia e Obstetrícia pelo Hospital Pérola Byington.

Revisado por Dr. José Ricardo W. Ristow em 22 de outubro de 2026. Conteúdo informativo, que não substitui a consulta médica.

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